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INOVAÇÃO                                                                                REVISTA
                                                                                                  TOPOPSPINSPINOPSPIN
                                                                                                  T T
                                                        TRIBOBACKDRIVE                            A REVISTA DO TÊNIS DE MESA


          manual,  ou  seja,  uma  modificação  extraoficial  para   pontos principais:
          alterar caracterís cas de atrito, velocidade ou imprevi-  · A CBTM não reconhece o termo “pino curado”;
          sibilidade.                                           · A verificação seguirá os critérios da LARC (lista ofi-
                 Para muitos jogadores que não usam pino, esse   cial da ITTF);
           po  de  modificação  gera  uma  vantagem  ilegal:  a   · Será u lizado, em fase de teste, um equipamento da
          trajetória da bola se torna tão imprevisível que sequer o   Yinhe que mede atrito pela inclinação da raquete;
          treino  específico,  necessário  para  jogar  contra  pinos   · Atletas poderão ser solicitados a remover a borracha
          legais, é suficiente para neutralizar. Passa a ser, segundo   para  medição  individual  caso  haja  dúvida  sobre
          eles, menos técnica e mais sorte. Uma distorção do que   espessura ou recobrimento;
          o esporte representa.                                 ·  Segundo  o  coordenador,  nada  será  decidido  de
                 Já entre os atletas que usam pino, o argumento   forma subje va.
          é diferente: o esporte evolui. A engenharia dos mate-    Essa explicação, porém, abriu uma nova frente de
          riais  evolui.  Tudo  muda.  E  quem  não  acompanha,   debate: a legalidade técnica do equipamento Yinhe.
          perde.  Assim  como  mudaram  o  tamanho  da  bola,  a
          pontuação, o material das raquetes e até as regras do           A POLÊMICA DO
          jogo, por que as borrachas seriam está cas? Para eles, o
          pino curado é apenas mais um capítulo da evolução       EQUIPAMENTO DE FRICÇÃO
          natural da modalidade.

                                                      ACS BD         A CBTM u lizará, em caráter experimental, um
                                                                 disposi vo  da  marca  Yinhe  baseado  em  rampea-
                                                                 mento: a raquete é inclinada, e um pequeno bloco
                                                                 (ou pino padrão) deve deslizar ou não para medir
                                                                qualita vamente o atrito.
                                                                     Dois documentos circularam na Tribo Backdrive
                                                               e foram extensivamente deba dos:
                                                                  · O Parecer Técnico-Jurídico dos atletas, afirmando
                                                                 que:
                                                                    o  Só  a  ITTF  pode  definir  critérios  de  regulari-
                                                                dade;
                                                                    o Nenhuma confederação pode u lizar métodos
                                                               subje vos ou equipamentos não homologados;
                                                                    o A presunção de regularidade do material é um
                                                                 direito do atleta.
                                                                  · A explicação técnica sobre o Coeficiente de Atrito
                                                                (CoF), mostrando que:
                                                                    o o medidor Yinhe não fornece valores numé-
          Exemplificação Pinos Curados.                         ricos;
                                                                    o não mede força normal padronizada;
                       O ÁUDIO QUE                                  o não é calibrado nem cer ficado;
                                                                    o portanto não pode ser usado para uma decisão
                  INICIOU A DISCUSSÃO                         técnica conclusiva.

                                                                     Para  muitos  atletas,  portanto,  o  grande  pro-
                 A conversa ganhou força quando um coorde-    blema não é o controle, mas o método. Há um consenso
          nador  de  arbitragem  da  CBTM  enviou  um  áudio   na  comunidade  de  que  fiscalizar  é  necessário.  Mas
          explicando como funcionará o controle de raquetes no   fiscalizar com um instrumento não homologado abre
          Campeonato  Brasileiro  de  Blumenau.  Entre  seus   margem para injus ça.


          Revista TopSpin                                                                                 41
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