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ENTREVISTA REVISTA
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A REVISTA DO TÊNIS DE MESA
Arquivo Pessoal
Mesmo sendo criança, junto com meus amigos,
par cipei a vamente, ajudando nossos pais a
pintar o espaço que viria a se tornar o nosso centro
de treinamento. Foram muitas rifas vendidas,
doações recebidas e esforços compar lhados.
Assim, ao iniciar minha trajetória compe va, eu
não representava apenas um clube, mas toda uma
comunidade que acreditou e tornou nossos sonhos
possíveis.
Com o passar dos anos, ve contato com
outros profissionais do país por meio de clínicas
espor vas. Nessa fase, o desejo de me tornar atleta
já era muito forte, embora a carga de treinos ainda
fosse pequena em comparação a outros estados.
Em 2013, aos 13 anos, ve a oportunidade de
treinar por duas semanas com a equipe de elite do
clube Itaim Keiko, a convite de Marcos Yamada, sob Nos primeiros anos, experimentei diferen-
orientação do técnico Takeda. Ao retornar ao Rio tes empunhaduras até definir meu es lo de jogo
Grande do Sul, passei a treinar diariamente, com como clássico. Considero meu desempenho
uma ro na de três horas por dia, o que possibilitou equilibrado: não sou uma atleta que busca o
minha par cipação em compe ções nacionais. ataque imediato, mas também não me mantenho
Desde então, pude treinar com o técnico na defesa constante. Gosto de variar as estratégias
William Kumagai, par cipar de clínicas com Nelson e construir os pontos.
Machado e acompanhar formações voltadas à Durante muito tempo, ve a certeza de que
capacitação de treinadores. Essas experiências seguiria carreira no Tênis de Mesa. No entanto,
foram fundamentais não apenas para o meu outros caminhos surgiram. Cursei o magistério no
desenvolvimento como atleta, mas também para a ensino médio, período em que me apaixonei pela
construção do meu caráter. educação, o que me levou a ingressar na graduação
em Pedagogia. Ainda assim, há pouco mais de um
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ano, comecei a me sen r perdida e sem propósito
profissional, o que me fez retornar ao esporte,
agora sob uma nova perspec va.
Pouco se fala sobre como é di cil sen r-se
sem rumo na faixa dos vinte e poucos anos. Existe
uma expecta va de que tudo esteja definido,
estruturado e amadurecido, quando, na realidade,
o processo é muito mais complexo. Foi nesse
momento que me reencontrei no Tênis de Mesa,
unindo meus dois grandes amores: a educação e o
esporte. Essa retomada aconteceu após minha
mudança para Porto Alegre, quando decidi voltar a
treinar por lazer, integrando a equipe de um ex-
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