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REVISTA
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TOPOPSPINSPINOPSPIN MATÉRIA ESPECIAL
A REVISTA DO TÊNIS DE MESA
maior será a possibilidade de o atleta manter a pode-se perguntar:
qualidade técnica e a capacidade de tomada de “Quantas vezes ele consegue fazer com
decisão ao longo da par da. qualidade?”
A literatura sobre fisiologia do tênis de Essa diferença é enorme.
mesa destaca justamente a importância da Um treinamento específico pode trabalhar:
resistência para permi r que o jogador se recupere · aceleração e deslocamentos curtos;
entre esforços e mantenha o desempenho durante · potência;
sessões de treinamento e compe ções com várias · velocidade de reação;
par das. · exercícios intervalados;
· resistência específica;
BIOENERGÉTICA E TÉCNICA: · sequências de golpes de alta intensidade;
· recuperação entre séries;
UMA RELAÇÃO MAIS PRÓXIMA
· manutenção da qualidade técnica sob
DO QUE PARECE fadiga.
O obje vo não é transformar o mesatenista
Pode parecer que preparação sica e em um corredor ou levantador de peso.
técnica são dois mundos separados. Não são. O obje vo é desenvolver capacidades
Imagine um atleta tecnicamente excelente que sicas que conversem com as exigências do jogo.
começa a perder velocidade de deslocamento no
final de um jogo. E O ESTILO DE JOGO?
Sua técnica pode con nuar correta, mas o
tempo de reação diminui. A perna chega atrasada.
Outro aspecto interessante é que o es lo de
O posicionamento piora. A qualidade do golpe cai.
jogo também pode modificar as demandas sicas.
A tomada de decisão fica mais lenta.
Um jogador ofensivo, que procura acelerar o ponto
Em outras palavras, a fadiga pode começar
e atacar constantemente, pode apresentar uma
a interferir na capacidade de executar aquilo que
dinâmica de esforço diferente de um atleta que
o atleta sabe fazer.
privilegia maior controle e trocas mais longas.
Por isso, a preparação sica específica não
Pesquisas comparando es los ofensivos e
deve ser encarada apenas como complemento do
all-round não encontraram diferenças esta s ca-
treinamento técnico.
mente significa vas na contribuição global dos
Ela pode ser uma ferramenta para permi r
sistemas energé cos, mas observaram diferenças
que a técnica seja reproduzida com qualidade
em variáveis relacionadas ao número de golpes e às
durante mais tempo.
demandas específicas do jogo.
Isso reforça uma ideia importante para o
TREINAR O SISTEMA ENERGÉTICO É treinamento: não existe uma preparação sica
TREINAR A CAPACIDADE DE REPETIR completamente separada do es lo de jogo.
O treinamento precisa considerar a
maneira como o atleta realmente compete.
Conhecer a bioenergé ca ajuda o treinador
a fazer uma pergunta diferente.
Em vez de simplesmente perguntar:
“Quanto o atleta consegue fazer?”
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