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MATÉRIA ESPECIAL REVISTA
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A REVISTA DO TÊNIS DE MESA
ALIMENTAÇÃO: ENERGIA TAMBÉM SISTEMA NERVOSO → MÚSCULO → MOVIMENTO
→ RECUPERAÇÃO. E então o processo começa
SE TREINA À MESA
novamente.
A bioenergé ca não termina quando o
treino acaba. O organismo precisa de substratos O QUE O TREINADOR PODE
energé cos e nutrientes para sustentar o treina- APRENDER COM A BIOENERGÉTICA?
mento, a recuperação e a adaptação.
Os carboidratos possuem papel importante Talvez a principal contribuição da bioener-
como fonte de energia para exercícios e compe - gé ca para o tênis de mesa seja justamente ajudar
ções; proteínas par cipam da recuperação e manu- a transformar o treinamento em algo mais espe-
tenção dos tecidos; e a hidratação é fundamental cífico.
para o funcionamento fisiológico adequado. Em Se o jogo apresenta esforços curtos e
compe ções que envolvem várias par das no intensos intercalados com recuperação, o
mesmo dia ou ao longo de vários dias, estratégias treinamento pode reproduzir essa lógica.
de alimentação e hidratação ganham ainda mais Se o atleta precisa manter qualidade
importância. técnica durante uma sessão longa, a resistência
Mas existe uma ressalva importante: ali- também precisa ser desenvolvida.
mentação espor va deve ser individualizada. Se o jogador perde rendimento após vários
Necessidades energé cas variam conforme pontos, talvez seja necessário observar não apenas
idade, sexo, volume de treinamento, composição a técnica, mas também sua capacidade de
corporal, duração da compe ção e outros fatores. recuperação.
Orientações específicas devem ser feitas por E se um atleta apresenta boa resistência,
profissional habilitado. mas não consegue produzir ações explosivas, o
treinamento precisa abordar essa deficiência.
BIOENERGÉTICA NÃO É APENAS A preparação sica deixa de ser genérica e
passa a conversar com a realidade da mesa.
SOBRE MÚSCULOS
A ENERGIA INVISÍVEL QUE
Quando pensamos em energia no esporte,
normalmente pensamos nas pernas, braços e DECIDE O PONTO
músculos.
No tênis de mesa, entretanto, existe outro No tênis de mesa, raramente conseguimos
componente fundamental: o cérebro. enxergar a energia. Vemos a bola. Vemos a raquete,
Antes que o músculo execute um movi- o atleta se deslocar, mas, dentro daquele corpo,
mento, o atleta precisa perceber a trajetória da milhares de processos acontecem simultanea-
bola, interpretar o efeito, antecipar a intenção do mente. Moléculas de ATP são u lizadas e ressinte-
adversário, escolher uma resposta e organizar o zadas. A fosfocrea na par cipa da produção
movimento. rápida de energia. A glicólise contribui quando a
Tudo isso acontece em al ssima velocidade. intensidade se prolonga.
Por isso, quando falamos em desempenho O metabolismo oxida vo sustenta grande
energé co no tênis de mesa, estamos falando de parte do trabalho global e par cipa a vamente da
um sistema integrado: PERCEPÇÃO → DECISÃO → recuperação.
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